A gente procura se situar na realidade de hoje e faz uma comparação envolvendo a Educação infantil, onde as interações e brincadeiras, são os eixos estruturantes e aliadas ao protagonismo da criança, seus direitos de conviver, brincar, participar, explorar, expressar e conhecer-se e que em nada condiz com a imagem provocativa. A criança nessa imagem, aparece tão somente como receptora passiva.
Os elementos que provocam essa realidade do modelo de ensino "um todos", é o professor de frente para as crianças e estas, numa posição apenas de ouvintes, sem interferirem ou interagirem, também conhecida como educação bancária. E hoje temos uma nova proposta de ensino, de acordo com a BNCC, que envolve a criança como protagonista da sua aprendizagem e o professor numa posição intermediadora, articulando uma intencionalidade, para que as crianças aprendam através de si mesmas.
E a maneira de romper com esse modelo antigo de ensino, a busca por soluções, as estratégias de mudança, encontra-se em nós educadores, além de uma política pública voltada para garantir a infra-estrutura básica, que garanta a professores e crianças/alunos, estarem em condições de exercerem o seu papel.
Em nós, porque em nossa sala de aula/laboratório precisamos, necessariamente, estar buscando através do estudo, da autocrítica e da pesquisa permanente, a melhor forma de fazer com que essa aprendizagem aconteça. E também respeitar os direitos da criança, nessa primeira etapa da educação básica e, consequentemente, estar sempre melhorando nossa prática.
E sobre as implicações das tecnologias digitais da informação e comunicação na educação, percebemos o impacto que sofremos tanto no que diz respeito a aquisição da ferramenta adequada (o equipamento que precisa suportar o software que será utilizado, as condições de internet, etc.), como do próprio conhecimento básico nessa área, para se situar nesse nova modalidade de ensino-aprendizagem. Não deixando de considerar também, o próprio contexto social da clientela.
Está acontecendo uma mudança num processo irreversível. E precisamos nos adequar e conduzir junto conosco, as nossas crianças e as famílias, compreendendo todo contexto que envolve e que precisa ser considerado perceber nessa condução.